sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

REFLEXÃO SOBRE FINAL DO CURSO DE DIREITO






Fim do meu curso de Direito, enfim há a promessa de uma nova fase de vida, marcada pelo exercício da advocacia, claro depois do Exame da Ordem!
Sei que o mercado espera que o profissional hoje seja  mais flexível, apresentando maior repertório de habilidades e competências (Lassance & Sparta, 2003).

Contudo, a responsabilidade por desenvolver as competências que possibilitarão a atender essa demanda do mercado de trabalho tem ficado a cargo do indivíduo, que é visto como responsável tanto pelo seu sucesso, quanto pelo seu fracasso.

Enfim, a conquista de um espaço no mercado não depende apenas do diploma que se conquista, mas exige também de características pessoais, competências específicas, redes de relações e capacidade de ajustar-se a diferentes demandas de trabalho.

Sei que a qualidade da transição, está intrinsecamente ligada ao comprometimento que desenvolvemos com a profissão que escolhemos, pois este comprometimento  envolve um movimento de amadurecimento, independência e estabelecimento de uma vida realmente adulta, pois fecha-se o ciclo de desenvolvimento metal do indivíduo.

Assim, neste misto de melancolia e alegria, surge uma oportunidade de reflexão sobre a escolha realizada, das experiências vividas e também a antecipação do que está por vir, tanto no mundo profissional quanto no pessoal.

Este é um  delicado momento de transição, a passagem oficial da vida acadêmica para a vida profissional.
A metáfora de “ter que botar a cara” ou “dar a cara pra bater” descreve bem minha sensação ao ter que enfrentar novas situações  cheias de dificuldades  a serem vencidas.


No entanto, o importante é ter a confiança de que estudei para  fazer a diferença, mesmo que esta não seja percebida a curto prazo por ninguém.
Pois a recompensa estará em uma consciência tranquila por ter feito o melhor possível, como profissional e cidadã.
Sendo assim, a consciência deverá ser exercitada a cada dia e, como diz o poeta Manoel de Barros, para “ser pedra exige prática”, quanta prática e vivência não serão necessários para ser professor! Este é minha meta.
Mesmo sendo o que sou, vindo de onde vim e estando indo para algum lugar   sei que este não é o fim e sim apenas o princípio de um objetivo maior, pois como disse João Cabral de Melo Neto, “(...) o ovo (...) apesar ...Da pura forma concluída, ...Não se situa no final; ... Está no ponto de partida.”
Assim sou eu...você e todos Nós...


Turma de Direito USF 2008/2012.
Leila Sl Ribeiro Uzum

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