segunda-feira, 28 de março de 2011

DESENVOLVIMENTO DA CIÊNCIA DO DIREITO PARA RECUPERAÇÃO DA ÉTICA E JUSTIÇA SOCIAL







A dinâmica do direito exige entendimento da relação entre valor, fim e dever-ser, os valores estão ligados a questão da causa e efeito, quando a emoção e os afetos escolhem uma atitude de forma racional.



Onde uma situação cultural determina as escolhas de quem sofre as limitações da vida no seu dia no dever-ser.


Os fatos então surgem dos conflitos que devem ser solucionados por uma instância superior de forma adequada, garantindo os direitos adquiridos.


O valor está ligado a escolha que determinada regra ou regras ou normas a serem impostas.

A norma é garantia mediante a sanção para quem desobedecer pelo detentor do poder, uma experiência social e exige a interferência de um poder que decida e solucione o conflito através de uma tensão Dialética entre fatos e valores.

Estes representam uma solução temporária de forma que o direito corresponde a um momento de integração dos fatos segundo valores determinados.

Eu como estudante de Direito e pesquisadora creio no Direito, mas perante a caótica realidade de inversão de valores e condutas, pergunto-me todos os dias: _ Qual será o futuro das sociedades, indivíduos e humanidade, mediante ao exercício de poderes tão deformados?

O exercício do individualismo é antagônico, uma vez que, o ser humano é totalmente dependente, embora negue.

Se o Direito foi constituído como instrumento civilizador da convivência, a ele cabe disciplinar as mudanças sociais, face ao avanço científico e tecnológico, a fim de que a evolução respeite os direitos humanos fundamentais da vida.

Os tristes resultados do crescimento econômico e a globalização sacodem os contextos e suas estruturas que se desenvolvem de forma contrária quando surge a crise que provoca o retrocesso para que cada país proteja o seu mercado interno.

A cada crise tudo é transformado devido análise de risco trazendo uma nova percepção jurídica.

Foi dessa reestruturação que surgiu o neoliberalismo com a adoção de novas formas de produção para aumentar os lucros.

A inovação tecnológica reduz a força de trabalho aumentando a desespecialização funcional que exclui indivíduos da sociedade devido a desinformação.

A necessidade de sobrevivência faz surgir o mercado informal, com relacionamentos frios, a marginalização social abala o movimento social, com modalidades de trabalho paralelo diferente do padrão mundial.

Onde os vínculos de solidariedade deixam de existir pelo caráter perverso das mudanças que corroem a lei com campos de ilegalismos através de atividades ilícitas que estão amplamente em crescimento.

No começo disse que estaria analisando sociologicamente e psicanaliticamente, e a partir dessas duas visões perguntaria: _ Quanto essas atividades ilícitas pervertem o caráter na competição pelo poder e pelo ter?

Se a sociedade atinge o indivíduo e influência suas escolhas, o indivíduo acaba tendo um governo que reflete sua própria mente e seu próprio caráter pervertido.

Quando ambos são guiados por interesses pessoais movidos pelo individualismo, que utiliza as ferramentas do malandro em querer levar vantagem em tudo, enganando o outro e por conseqüência enganando a si mesmo.

Então nos deparamos com uma sociedade de risco com uma série de mudanças inter-relacionadas dentro da vida social contemporânea.

São mudanças nos modelos de emprego, aumento da insegurança no trabalho, declínio da influência da tradição e do costume sobre a auto-identidade, o desgaste dos paradigmas familiares tradicionais.

Tudo isso vai moldando as leis e as normas dentro do Direito, portanto a globalização aprofunda os processos de desigualdades e assimetria social dentro da sociedade.

Hoje temos necessidade de um mundo social sem cair na questão do socialismo.
Na verdade há necessidade de Justiça e distribuição de renda equilibrada dentro da Democracia.

Mas como fazer isso se Direito nem sempre significa Justiça?
Se sobreviver significa lutar continuamente para manter-se vivo algo totalmente diferente de conviver, expressar-se, contribuir e receber em sociedade.

Se analisarmos a cidade de São Paulo e tomarmos ela como modelo, concluímos que ela é o pólo Econômico do País, gerador de 18% do PIB, detentor do maior nível de concentração de renda com 16 milhões de habitantes, 39 municípios onde se concentra trezentas das mil maiores empresas nacionais e estrangeiras instaladas no Brasil.

Em meio a tanta abundância encontramos 65 mil pessoas morando nas ruas, mais de um milhão habitando em favelas, mais de três milhões habitando em cortiços, com saneamento em níveis insuficientes e o caos na saúde e educação completa o quadro horrível e injusto de uma sociedade desenvolvida por meio das desigualdades.

Dentro desta situação o ser movido por carências e necessidades incitadas pela mídia, no incentivo intenso do consumo, fazendo com que os complexos de rejeição se manifestem das formas mais sórdidas inimagináveis.

O indivíduo ressente-se das condições de vida às quais é submetido, pois o desenvolvimento intelectual e físico fica comprometido, o desenvolvimento da personalidade fica deformado e a cidadania encruada.

Sem alimentação, sem saúde, sem habitação, sem informação, como exercer cidadania?

Como ser reconhecido como pessoa, sem participar da aventura da convivência e da troca?

Eu como Psicanalista e Estudante de Direito pergunto:_ Onde está o Direito que revoluciona?

Temos uma constituição avançada, toda via, onde está a política pública para a eficácia destas normas?

Faz se urgente uma participação Ética para reger a sociedade e alterar as condições de vida dos cidadãos brasileiros, mas de onde surgirão políticos Éticos?

– Se as neuroses produzem dia a dia uma população doente psicologicamente, que invertem as atitudes criativas em atitudes destrutivas como as criminais.
Onde agir, por onde começar, o que fazer?

A conscientização torna-se necessária para a mudança de comportamento, alteração dos modelos de educação na formação de crianças saudáveis, numa projeção idealizada para transformar a sociedade.

Faz se necessário a abertura para o diálogo no aprofundamento a reflexões em torno das dimensões de participação e ampliação da cidadania.

Com base analítica no estudo de casos e situações que permitem elementos de comparação sobre o papel de diversos atores agentes, para começar a legitimar o olhar da população. 

Com isso construir instituições que não sejam públicas, mas de caráter indutivo, fiscalizador e controlador sobre as políticas públicas, que institui o cidadão como criador de Direitos para abrir novos espaços de participação sócio política.

É possível uma associação entre a cidadania e democracia participativa, governabilidade e sustentabilidade?

As participações da sociedade na elaboração de suas políticas públicas e na complexa institucionalização de práticas inovadoras marcariam rupturas com a dinâmica predominante, ultrapassando as ações de caráter utilitarista e clientelista?

Há possibilidade de transformação da sociedade, para um cotidiano mais saudável, democrática e justa nas nossas cidades?



A exigência ética primordial no mundo de hoje é a recomposição das relações humanas 
em todos os âmbitos da vida social: das relações familiares até as relações entre os Estados e os povos.

Buscar e realizar novos “modos” de relações, que correspondam a novas formas éticas e jurídicas, garantindo a justiça em todos os relacionamentos para o bem dos indivíduos, da sociedade , juristas, advogados, professores e estudantes.
Este é, e deve ser  o objetivo ideal almejado pelos empenhados no mundo da ciência do  direito, para a recuperação Justiça Social.





Leila S Ribeiro Uzum

sábado, 26 de março de 2011

RAZÕES PARA TRATAR BACHARÉIS EM DIREITO DE DOUTOR


Dia desses  alguém me chamou de Doutora em um desses sites de relacionamentos, confesso que me senti constrangida em ser chamada assim por ser apenas bacharelanda e por somente considerar Doutor quem fez Doutorado. 
Então essa pessoa me disse: _Tudo bem até concordo que ainda é estudante, mas  quando se formar terá que se conformar com o título, pois o Direito de usá-lo é da época de DOM PEDRO, quando foi definido por Lei.
Como sou muito curiosa e tenho paixão por descobrir a origem de tudo, fui pesquisar e descobri que tal pessoa tinha razão, e assim como eu,  creio que muitos não sabem a origem de tal título, por isso resolvi postar neste espaço a título de curiosidade.
Pois minha pretensão em fazer direito não é somente ter um título para ostentação, mas por me a serviço de uma profissão, que irá me conferir a oportunidade de contribuir com uma mudança social.
Pode até parecer um tanto utópico, mas é um sonho.
E quando tenho um sonho corro atrás para realiza-lo, pago o preço e com determinação sempre alcanço os resultados.
Acredito no Direito como uma forma pacificadora da convivência humana, um meio de combater a violência, a corrupção  e de socorrer aqueles que precisam recorrer ao Poder do Estado.
Acredito no direito como um meio de servir a todo ser humano, sem distinção e sem preconceitos, de cor, raça ou poder aquisitivo,  para dirimir conflitos e estabelecer a paz.
Penso que o Título "Doutor" acarreta imensa responsabilidade; então espero brindar os 5 anos de faculdade com a Carteira da OAB, para assim sentir-me digna de tal titularidade.


"...Razões para tratar bacharéis em direito de doutor.

O título de doutor concedido aos bacharéis em Direito tem por base o artigo 9º, da Lei do Império, de 11 de agosto de 1827.

“Art. 9.º – Os que freqüentarem os cinco anos de qualquer dos Cursos, com approvação, conseguirão o gráo de Bachareis formados. Haverá tambem o grào de Doutor, que será conferido áqueles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos, que devem formar-se, e sò os que o obtiverem, poderão ser escolhidos para Lentes.”
Fonte: Direito net Carlos Vinicius,28/01/2008 


E o bom senso? Nada melhor para pensar nessas horas do que o bom senso. Seja em direito ou não, qualquer tipo de título é capaz de dar a quem recebe um certo status superior àqueles que não o possuem. 
O que faz com que aquele que acha que, porque é seu direito ser chamado de Doutor, todos DEVEM, chamá-lo de doutor somente para sentir-se acima dos outros.

Será que duas letras antes do nome fazem alguém ser  melhor profissional do direito?

Muita gente defende com veêmencia o título e como aquela pessoa que me chamou de Doutora, fundamenta  tal atitude com base na lei.
Se nós estudantes de direito seremos doutores ou não  é o que menos importa. 
O importante mesmo é que sejamos bons operadores do direito, éticos, cumpridores da Norma e da moral.
Tudo isso me fez lembrar uma aula DE FORMAÇÃO DO HOMEM CONTEMPORÂNEO em que o professor realizou a simulação de um Julgamento com a participação dos alunos, e no final ele terminou dizendo:- "... É incrível observar e ver como um título e o poder são capazes de revelar a verdadeira personalidade de uma pessoa..." 
Tive vários vendedores de sonhos em minha vida, mestres que em sala de aula, com suas inteligências e gestos, que me inspiraram, me ensinaram e me fizeram ver minha pequenez e o quanto se faz  necessário: "... dedicar-me e abdicar-me..." para realizar meus sonhos, eles alargaram e alargam as fronteiras do meu intelecto e se tornam agentes modificadores do meu mundo, assim como desejo ser agente modificadora do mundo de muitas pessoas.
Portanto meus sonhos são projetos de vida e não desejos que se esfacelam no calor das tormentas., eles podem me levar a lugares inimagináveis...
Sendo assim quando for especialista em Direito e tiver feito Doutorado, ai sim , me sentirei confortável em ser chamada de Doutora.
Até porque o art. 9º do Decreto Imperial de 1º de agosto de 1825 foi tacitamente revogado pelo art. 53, VI da LEI DE DIRETRIZES BÁSICAS, que garante às universidades a atribuição de conferir graus, diplomas e outros títulos. 


Leila S Ribeiro Uzum


sexta-feira, 25 de março de 2011

MUDANÇAS NO PROCESSO PENAL É ADIADO


Impasse na Câmara sobre prisão especial adia análise de mudanças no processo penal
Por não chegar a um acordo quanto ao fim da prisão especial para autoridades e detentores de diploma, foi adiada a votação do PL 4.208/01 (clique aqui), que reforma pontos do CPP (clique aqui). Marco Maia, presidente da Câmara, anunciou que a proposta retorna para a pauta do plenário no próximo dia 30.
O texto do projeto define que a prisão especial deixa de estar vinculada ao cargo e depende de autorização fundamentada do juiz ou da autoridade policial. Na prática, avaliam, poderia até haver uma ampliação do uso desse instrumento. Os parlamentares questionam exatamente sobre o excesso de poder que seria dado aos juízes e aos delegados pela proposta.
O adiamento da votação foi pedido pelos deputados Newton Cardoso (PMDB/MG), Mendes Ribeiro Filho (PMDB/RS) e Lincoln Portela (MG), líder do PR. Para eles, uma semana seria tempo necessário para chegar a um acordo sobre a alteração. "Não é possível acabar com a prisão especial e deixar essa decisão na mão de um juiz", disse Portela.
Mendes Ribeiro Filho informou que a bancada do PMDB vai se reunir no próximo dia 29 para discutir o tema. Ele disse ser favorável ao fim da prisão especial em qualquer caso e determinou que a assessoria faça uma avaliação minuciosa do projeto. "Se é para terminar com a prisão especial, é preciso garantir que isso de fato ocorra", defendeu.
Da mesma opinião, o deputado Miro Teixeira (PDT/RJ), autor de um destaque para votar o dispositivo separadamente, destacou que "a prisão especial tem de acabar para todos. Imagina no interior do país, onde há casos de perseguição política, deixar alguém na mão de uma autoridade policial ou judicial".
Busca de acordo
Segundo deputado Paulo Teixeira (SP), líder do PT, o partido é favorável ao texto e pretende manter o fim da prisão especial na votação da próxima semana, mas vai discutir se mantém ou não a prerrogativa dada às autoridades judiciais ou policiais a fim de costurar um acordo que viabilize a aprovação da matéria. "Essas questões apontadas serão analisadas nesta semana e veremos como dar conta delas", afirmou.
O texto foi defendido pelo deputado João Campos (PSDB/GO), que acompanhou a discussão do projeto desde que foi encaminhado pelo Executivo, em 2001. "Hoje a prisão especial decorre do título, mas a proposta define que seja em função do risco da pessoa. Alcança tanto autoridades quanto o cidadão comum", defendeu.
Por ser o deputado que acompanha o tema há mais tempo, João Campos vai liderar as negociações para um acordo sobre o projeto. Ele disse que vai aguardar a reunião do PMDB para buscar um consenso e ressaltou que, por se tratar de um substitutivo do Senado, a Câmara tem apenas a opção de aprovar, ainda que parcialmente, ou rejeitar completamente o dispositivo que trata da prisão especial. Ele rebateu o argumento, utilizado pelos opositores da medida, de que a proposta daria poderes para a autoridade policial ou para o juiz. "Essa é uma avaliação precipitada", disse.
Categorias
O fim da prisão especial para autoridades ou detentores de diploma, permitindo que ela seja decretada por ordem fundamentada do juiz ou do delegado diante de ameaça ao preso, foi incluído no texto pelos senadores. Além de extinguir o benefício previsto para autoridades no CPP, a proposta também revoga leis específicas que garantem prisão especial a determinadas categorias.
Esse benefício é permitido apenas às prisões provisórias, aquelas determinadas enquanto não houver sentença condenatória transitada em julgado. Depois da decisão final, o condenado cumpre a sentença em presídio comum.
A proposta extingue a prisão especial garantida atualmente às seguintes categorias:
- ministros, governadores, secretários Estaduais e prefeitos;
- parlamentares, deputados Estaduais e distritais, e vereadores;
- os cidadãos inscritos no "Livro de Mérito";
- oficiais das Forças Armadas e os militares dos Estados, do DF e dos territórios;
- magistrados e ministros do Tribunal de Contas;
- integrantes do MP;
- quem tem diploma de nível superior;
- ministros de confissão religiosa;
- cidadãos que já tiverem exercido efetivamente a função de jurado;
- delegados de polícia e guardas-civis dos estados e territórios, ativos e inativos;
- dirigentes sindicais e empregado no exercício de representação profissional ou no cargo de administração sindical;
- pilotos de aeronaves mercantes;
- oficiais da marinha mercante;
- vigilante de estabelecimentos financeiros ou transporte de valores, por ato no exercício da função;
- professores do ensino de 1º e 2º graus;
- integrante de conselho tutelar; e
- advogados

Leia a  PL 4.208/01 

Fonte: http://www.migalhas.com.br

terça-feira, 22 de março de 2011

O ADVOGADO DO FUTURO



Estava fazendo algumas pesquisas e encontrei este artigo, que  achei muito interessante e por isso resolvi dividí-la com meus amigos.

Existem, atualmente, cerca de 580 mil advogados em atuação e mais de 1.100 faculdades de Direito em todo o Brasil. A cada ano, formam-se aproximadamente 83 mil bacharéis em Direito, sendo que somente 15% em média são aprovados na prova da OAB. Nesse cenário, seria possível indagar: há espaço suficiente nesse mercado, altamente competitivo, para todo novo e jovem advogado? Quais serão as características ou habilidades que o advogado do futuro deverá desenvolver para enfrentar e se articular no mercado de trabalho que está por vir?

Muito se tem falado sobre “crises”: crise financeira, crise no sistema de ensino jurídico, crise de consciência.

Fatos como o alto índice de reprovação de candidatos na primeira fase da OAB e o crescimento do número de processos judiciais, aliado à morosidade de sua definição, levam a crer que passamos por um momento que necessita reflexão para que mudanças eficientes sejam implementadas. E vários setores da sociedade já se articulam neste sentido.
Reconhece-se, hoje em dia, a necessidade de que todo jovem profissional tenha pelo menos quatro competências importantes: capacidade de encontrar informação, capacidade de resolver problemas, de ser proativo e ter uma boa rede de relacionamentos (networking, ou seja, a habilidade para criar e cultivar relacionamentos e contatos).
Tais características estão diretamente ligadas à advocacia moderna e as exigências dessas crescem em ritmo constante na mesma medida das oportunidades de atuação. Novas questões e demandas tomam relevo, a exemplo de áreas como petróleo e gás, indústria naval, arbitragem e mediação, agronegócio, direito ambiental, propriedade intelectual, direito da energia, contratos complexos etc.
Neste contexto, percebe-se que o advogado precisa desenvolver formação interdisciplinar. Finanças, contabilidade e economia, números em regra fazem hoje parte do dia a dia do advogado; além da necessidade de o profissional do Direito ser capaz de proceder ao mapeamento global das questões para, em seguida, realizar, mediante o aprofundamento seletivo dos aspectos e das circunstâncias mais importantes envolvidos, a busca da solução mais adequada ao seu caso.

O advogado moderno precisa encarar a crise ou o conflito, não como ruim ou bom, mas como oportunidades para desenvolver novas percepções. Deve trabalhar com possibilidades para buscar resultados práticos, tendo em mente que haverá sempre um observador e um observado e que, em razão disso, as percepções poderão ser divergentes.
O profissional do Direito tem à sua frente vários campos de atuação: área acadêmica (aulas), executiva (gestão), consultiva (pareceres), empresarial, contenciosa e junto ao Poder Judiciário. Vale ressaltar dois conceitos contemporâneos em análise: responsabilidade única e participação essencial. Vivemos em um mundo global. Estamos todos interconectados. Trabalha-se para o resultado, cada um com sua parcela de atuação.
Por fim, é recomendável que o advogado mescle as características e habilidades identificadas acima, pois possuindo formação interdisciplinar (ou transdisciplinar) estará preparado para lidar melhor com as novas demandas, áreas e contextos que estão por vir.

Professor da Fundação Getúlio Vargas

segunda-feira, 21 de março de 2011

RÉU POBRE NÃO PRECISA PAGAR FIANÇA,SEGUNDO O STJ



A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que há ilegalidade em deixar um réu pobre preso em razão da impossibilidade do pagamento de sua fiança. Não é imprescindível que haja o pagamento de fiança para que o benefício da liberdade provisória seja concedido. No caso concreto, o réu foi acusado de ter cometido o crime do art. 155, caput, qual seja, furto simples.

O juiz, contudo, reconheceu ser desnecessária a custódia do acusado, contudo, não lhe concedeu a liberdade provisória em razão do não pagamento da fiança, fixada no valor de R$ 830,00. De acordo com a ministra relatora, Maria Thereza de Assis Moura, o réu é assistido pela Defensoria Pública e reconhecidamente pobre, fato que por si só, já ensejaria a liberdade sem o pagamento da fiança. Foi determinado ainda que o juiz de primeiro grau informe o cumprimento da ordem, sob pena de o fato ser comunicado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Extraído de: Bahia Notícias  -  16 de Março de 2011
Victor Carvalho
Penso em tal decisão como o exercício do princípio da igualdade, de forma que o o infrator é tratado  proporcionalmente em sua desigualdade social para obter o que chamamos de justiça.
Porém ao analisar mais profundamente, me fica uma questão, o Estado como Pai, hoje age de forma branda concedendo benefícios aos desprotegidos e marginalizados, não pelo senso de justiça realmente, não pelo interesse pelo cidadão, mas pela própria vergonha de seus atos omissivos e abusivos?
Quando deixa de exercer seu poder para suprir o cidadão em todos os seus direitos básicos, abarcando em seu conglomerado, políticos, apenas preocupados, com o aumento de seus próprios salários  e ávidos por agir de forma duvidosa, para garantir o  enriquecimento ilícito no período de quatro anos  em que exercerá o poder.
E deixa de investir em segurança, em educação, moradia e saúde é abusar de um povo que paga as mais altas taxas de impostos, para serem roubados.
Tudo o que foi idealizado pela Carta Magna dos Direitos Humanos vai por água a baixo quando a sociedade passa a ser desrespeitada e aviltada, tendo seus direitos básicos desrespeitados, pela imposição de uma degradação da própria existência ao ser-lhe negado a mínima possibilidade de trabalho para que haja o mínimo que possa garantir-lhe a vida.
Então surge as empresas imprimindo no ser uma ansiedade louca pelo ter, o consumismo que alimenta o sistema,e impõe aos olhos imagens que despertam desejos,e trazem a consciência o sentimento de inferioridade aguçando a inveja, que provoca ações como furtos,roubos e por conseqüência mortes.
São estes seres que sentem-se inexistentes perante o mundo, marginalizados e jogados a própria sorte, frutos de relações desequilibradas  e vidas  desestruturadas, doentes psíquicos em todos os níveis,e classes frios aos sentimentos alheios , pois sua dor que é maior que a do outro, que tomados pelo próprio medo e pela ansiedade de poder são capazes de cometer  atrocidades que são exploradas pelos jornais, noticiários e revistas.
O povo covarde assiste esse pandemônio omisso a tudo, esperando que alguém faça algo,um povo   reprimido que está à espera de um herói, por ser  incapaz de  pleitear seus próprios direitos, incapaz de exigir de quem foi concedido seu próprio poder o mínimo para  viver, povo este oriundo de uma cultura de submissão, vinda da sua própria origem de Escravidão, dependente ao extremo, não sabe buscar ou pleitear o que é seu, através da ação.
Em nossa Constituição Federal encontramos importantes artigos que colocam a dignidade da pessoa humana como fundamento da República, artigo 1º, inc III, artigo 3º, inciso III, que póe como objetivo fundamental entre outros a erradicação da pobreza e da marginalização a fim de reduzir a desigualdade social e regional, artigo 5º, caput, que coloca todos iguais perante a lei, inciso III proíbe a tortura, o tratamento desumano ou degradante, artigo 6º determina a assistência aos desamparados, artigo 193 dá a base da ordem social, do bem estar e a justiça social e artigo 123 que reconhece os indígenas como uma organização social protegendo-os. 
        Com tantos dispositivos legais da nossa Carta Magna que protegem a dignidade humana, pergunta-se  porque é tão difícil colocá-la em prática? 
        O sistema é tão poderoso que realmente consegue disvirtuar até os mais visionários, fazendo com que os pactos e trocas de favores sejam mais interessantes.
       Uma sociedade só poderá existir plemanamente se representar os anseios de todos os seus cidadãos e respeitar os direitos fundamentais , incluindo ai o direito a uma vida Digna.  
           Será possível encontrar uma saída, será possível mudar os hábitos do malandro, será possível o Brasileiro reconhecer-se digno de uma Sociedade Nobre, educada, desenvolvida  para escolher representantes que sejam reflexos de si mesmos e de seus sonhos , que tenham  caráter ilibado, incorruptíveis , éticos e realizadores, cumpridores do que está disposto em nossa constituição?
                Por:  Leila S Ribeiro UZum
               

        




sexta-feira, 18 de março de 2011

CONSELHOS DE UMA DELEGADA PARA MULHERES EVITAREM SEQUESTROS




Conselhos dirigidos às mulheres, mas válidos aos homens também! 
Atenção nunca é demais! 

Devemos estar sempre atentas!
A mulher que elaborou o conteúdo deste e-mail é Diretora de uma Empresa
de Segurança no RJ e foi aconselhada por uma delegada após registrar um
Boletim de Ocorrência.
1. Sequestro Relâmpago: Se um dia você for jogada dentro do porta-malas de um carro.
ENGULA O PÂNICO E RESPIRE FUNDO, CALMA E FRIEZA:
1) Chute os faróis traseiros até que eles saiam para fora, estique seu braço pelos buracos.
2) GESTICULE
 feito doida. O motorista não verá você, mas todo mundo verá. Isto já salvou muitas vidas.
2. Os três motivos pelos quais as mulheres são alvos fáceis para atos de violência são:1) Falta de atenção: Você TEM que estar consciente de onde você está e do que está acontecendo em volta de você. 
2) Linguagem do corpo:
 
Mantenha sua cabeça erguida, e permaneça em posição ereta, jamais tenha uma postura "frágil". 
3) Lugar errado, hora errada:
 
NÃO ande sozinha em ruas estreitas, nem dirija em bairros mal-afamados à noite.
3) NUNCA FAÇA ISSO!1) NÃO FAÇA ISSO! As mulheres têm a tendência de entrar em seus carros depois de fazerem compras, refeições, e sentarem-se no carro (fazendo anotações em seus talões de cheques, ou escrevendo em alguma lista, ou ainda conferindo o ticket de compra). 
2) O bandido SEMPRE estará observando você:
Essa é a oportunidade perfeita para ele entrar pelo lado do passageiro, colocar uma arma na sua cabeça, e dizer a você onde ir. 
3) No momento em que você entrar em seu carro:
trave as portas e vá embora, não fique ajeitando o cabelo, ou passando batom...
4) Algumas dicas acerca de entrar em seu carro num estacionamento ou numa garagem de estacionamento:1) Esteja consciente: olhe ao redor, olhe dentro de seu carro, olhe no chão dianteiro e traseiro de seu carro, olhe no chão do lado do passageiro,
e no banco de trás. 
2)Se ao lado da porta do motorista do seu carro, estiver estacionada uma Van Grande: 
entre em seu carro pela porta do passageiro. 
IMPORTANTE: 
A maioria dos assassinos que matam em seqüência atacam suas vítimas empurrando-as ou puxando-as para dentro de suas Vans, na hora em que as mulheres estão tentando entrar em seus carros.
5) NUNCA deixe para procurar as chaves do seu carro, quando estiver parada em frente a porta dele.1) Dirija-se ao veículo com a chave em punho, pronta para abrir a porta e dar
a partida. Observe os carros ao lado do seu. 
2) Se uma pessoa do sexo masculino estiver sentado sozinho no assento do carona 
do carro dele que FICA mais próximo do seu carro, você fará bem
em voltar para o shopping, ou para o local de trabalho, e pedir a um segurança ou policial para acompanhar você até seu carro.
6) É SEMPRE MELHOR ESTAR A SALVO DO QUE ESTAR ARREPENDIDO,não tenha vergonha de pedir ajuda.Use SEMPRE o elevador ao invés das escadas. (Escadarias são lugares horríveis para se estar só, são lugares perfeitos para um crime).
7) PARE COM ISSO! 
As mulheres, estão sempre procurando ser prestativas. Não use o celular a toa.
1) Essa característica poderá resultar em que você seja assassinada! 
Um assassino seqüencial, homem de boa aparência, com boa formação acadêmica, declarou em seu depoimento que SEMPRE explorava a simpatia e o espírito condescendente das mulheres. Ele andava com uma bengala ou mancava, e conseqüentemente pedia 'ajuda', para entrar ou sair de seu carro, e era nesse momento que ele raptava sua próxima vítima. 
2) Durante o dia, ande de óculos escuros:
 O agressor nunca saberá para onde você esta olhando. 
3) Celular: 
só em lugar seguro.
Gostaria que você encaminhasse estes conselhos a todas as pessoas que você conhece.
O mundo em que vivemos está cheio de gente louca, vamos nos ajudar!

segunda-feira, 14 de março de 2011

PRATICAS PARA SE TORNAR UM ADVOGADO EFICAZ



O advogado eficaz administra seu tempo

Advogados eficazes sabem que o tempo é um dos recursos mais limitados de que dispõem. Provavelmente é mais fácil dispor de recursos como conhecimento jurídico, tecnologia e até mesmo dinheiro do que de tempo.

O advogado eficaz focaliza resultados, e não o trabalho

O profissional deve se fazer a seguinte pergunta: "Com o que eu posso contribuir para afetar significativamente o desempenho e os resultados da instituição a que sirvo?"
A maioria dos profissionais tende a se concentrar nas tarefas do dia a dia. Eles se ocupam mais com as ações cotidianas do que com o planejamento e a busca de resultados ou objetivos predeterminados e, por isso, tornam-se ineficientes.
Muitos advogados que participam de nossos treinamentos reclamam do fato de trabalhar muito e obter poucos ganhos e reconhecimento. A principal causa é justamente o foco nas tarefas, e não nos resultados. Eles se tornam "escravos" de seu próprio sistema de trabalho.
As principais atribuições do advogado devem estar relacionadas às estratégias do seu negócio e às causas que defende. Tarefas rotineiras, na medida do possível, devem ser terceirizadas ou entregues a colaboradores, pois são atividades que não exigem o grau de competência e conhecimentos que um advogado deve ter.
Ao focar seu trabalho no resultado, uma das prioridades do advogado deve ser o desenvolvimento das relações interpessoais com os agentes com os quais interage profissionalmente, especialmente os contatos com clientes, que são a alma do seu negócio.

O advogado eficaz utiliza a força

Levar em conta a força, e não a fraqueza das pessoas, deve ser uma prática do advogado eficaz. Em geral, as pessoas são dotadas de imperfeições, portanto utilize o que elas têm de melhor e minimize suas fraquezas.

Um exemplo interessante, citado no livro "O Gerente Eficaz", foi o comentário feito pelo presidente americano Abraham Lincoln sobre o general Ulysses Grant durante a guerra civil naquele país. Grant, que foi nomeado comandante-em-chefe do Exército da União, por ser o único general a conseguir vitórias significativas naquela altura da guerra, foi acusado de gostar de bebidas em excesso. Lincoln disse: "Se eu soubesse a marca que ele prefere, mandaria um barril ou mais dessa bebida para alguns dos outros generais."
Certamente Lincoln sabia dos perigos da bebida em excesso, mas consciente de que naquele momento Grant era o seu general mais eficaz, tomou a decisão acertada de apenas levar em conta a força do general - a capacidade que Grant tinha de obter vitórias -, e relevou suas fraquezas.

Sabemos que a perfeição humana nunca é conseguida em todas as áreas. Muitos profissionais podem ser competentes em uma área e ter fraquezas em outras. Por isso devemos minimizar as imperfeições de nossos sócios e colaboradores e trabalhar com as contribuições que eles podem dar à organização.

Advogados eficazes sabem que o tempo é um dos recursos       mais limitados de que dispõem.
Advogados eficazes orientam-se para as prioridades


Há um ditado que diz: "Urgente é aquilo que não se faz em tempo hábil e se deseja que alguém faça em tempo recorde." No dia a dia dos advogados é comum a existência de tarefas urgentes. "Preciso disso pra ontem!" é uma frase corriqueira nos escritórios. Assim, esquecem o que é importante e essencial para fazer apenas o que é "urgente".


Advogados eficazes fazem primeiro as coisas essenciais, uma de cada vez. Se sobrar tempo, fazem as outras coisas, sempre em ordem de importância.
Estabelecer prioridades deve ser a norma de todo advogado eficaz

Advogados eficazes sabem tomar decisões

Uma das mais importantes tarefas de um advogado é a tomada de decisões eficazes. Aceitar sócio, contratar colaboradores, fechar um contrato, decidir os rumos de um processo e investir no escritório são decisões que devem ser tomadas de maneira eficaz, levando-se em conta os objetivos estratégicos do negócio.
Para aprender a tomar decisões eficazes, o advogado deve desenvolver um modelo, que servirá de critério para todas as suas deliberações.
Conforme Peter Drucker, uma decisão é na verdade um julgamento, ou seja, é uma escolha entre alternativas. Drucker destaca que raramente a decisão é uma escolha muito clara entre o certo e o errado, mas normalmente é uma escolha entre o "quase certo" e o "provavelmente" errado.
Muitas decisões críticas precisam ser tomadas por um escritório, como a de aceitar ou não um desconto proposto pelo cliente de um determinado contrato. Antes da tomada da decisão as seguintes perguntas devem ser feitas: quais desdobramentos esse processo irá gerar? Qual o grau de dificuldade e qual o grau de exigência do cliente? Qual a lucratividade desse processo na melhor hipótese? E na pior?

Outro exemplo: um advogado colaborador que presta grande contribuição ao escritório pede demissão. Antes de aceitar o seu pedido, estas perguntas precisam ser feitas: seria interessante convidá-lo para ser sócio? Devo fazer uma contraproposta salarial para que ele permaneça? Devo buscar outro profissional no mercado com as mesmas qualificações? Qual a melhor decisão a ser tomada?

Descobrir onde estão e quais são as tarefas que impedem o crescimento profissional é a chave do sucesso

As práticas que distinguem advogados comuns dos advogados altamente eficazes. São formas de trabalhar que precisam se transformar em hábitos. A história e os estudos de gestão comprovam que os bons hábitos podem ser aprendidos, e os maus hábitos devem ser superados.

Peter Drucker prega que a eficácia deveria ser aprendida por todos os gerentes. Então  acredita-se que ela é também uma prática a ser desenvolvida pelos advogados que almejam o sucesso.

O grande desafio não é o entendimento dos conceitos apresentados, mas a disciplina e a determinação para transformá-los em hábitos na prática profissional do dia a dia.

Autor Ari Lima.