sábado, 14 de maio de 2011

PARA DESCONTRAIR - CARÊNCIA DE AÇÃO


Quando li este texto lembrei de uma amiga, achei-o curioso e divertido,ele também me recordou um outro amigo que me disse assim:__Processo Civil não inspira ninguém! 
Pois bem, acho que não é bem assim, pois o autor foi bem criativo para expor uma super aula de Processo Civil que ajudará, sem dúvida alguma, a fixar a matéria.
Sem falar que se você souber processo civil fatalmente achará muito engraçado. Eu achei!!!

Bons Estudos a todos.

Carência de Ação: UM NOVO ENFOQUE. 


O magistrado Dr. Juílson estava dirigndo -se ao seu gabinete, mas ao dar meia volta deparou-se com sua esposa, a advogada Dra. Themis, que já o observava há sabe-se lá quantos minutos. 



– Juílson! Eu não agüento mais essa sua inércia. Eu estou carente, carente de ação, entende? 


– Carente de ação? Ora, você sabe muito bem que, para sair da inércia, o Juízo precisa ser provocado e você não me provoca, há anos. Já eu dificilmente inicio um processo sem que haja provocação... 


– Claro, você preferia que o processo corresse à revelia. Mas não adianta, tem que haver o exame das preliminares, antes de entrar no mérito. E mais, com você o rito é sempre sumaríssimo, isso quando a lide não fica pendente... Daí é que a execução fica frustrada. 



– Calma aí, agora você está apelando. Eu já disse que não quero acordar o apenso, no quarto ao lado. Já é muito difícil colocá-lo para dormir. Quanto ao rito sumaríssimo, é que eu prezo a economia processual e detesto a morosidade. Além disso, às vezes até uma cautelar pode ser satisfativa. 



– Sim, mas pra isso é preciso que se usem alguns recursos especiais. Teus recursos são sempre desertos, por absoluta ausência de preparo. 



– Ah, mas quando eu tento manejar o recurso extraordinário você sempre nega seguimento. Fala dos meus recursos, mas impugna todas as minhas tentativas de inovação processual. Isso quando não embarga a execução. 



Pensativo, Dr Juilson profere a sentença: 



Acho que o pedido procede, em parte, pois pelo que vejo existem culpas concorrentes. Já que ambos somos sucumbentes vamos nos dar por reciprocamente quitados e compor o litígio. 



– Não posso. Agora existem terceiros interessados. E já houve a preclusão consumativa. 



- Meu Deus! Mas de minha parte não havia sequer suspeição! 



– Sim. Há muito que sua cognição não é exauriente. Aliás, nossa relação está extinta. Só vim pegar o apenso em carga e fazer remessa para a casa da minha mãe.


De: Norian Bissoli 

Nenhum comentário:

Postar um comentário