sábado, 9 de abril de 2011

APRENDENDO A APRENDER




Após o 1º período de provas deste semestre, como aluna, senti a necessidade de encontrar uma maneira melhor para estudar, lendo alguns livros, encontrei algumas dicas  muito interessantes para todos que estão em processo de aprendizagem e desejam rever seus métodos para alcançar bons resultados.


Procurei adaptar o contexto do livro a nossa realidade de Estudante o processo de “Aprendendo a Aprender” divide-se em cinco estágios que são definidos da seguinte maneira: ignora; a par; confusão; conhecimento; e sabedoria.

1.    Ignora neste estágio nos encontramos no estágio da ignorância. Não sabemos o que não sabemos. Uma frase atribuída a Socrátes retrata bem esta fase: “Só sei que nada sei”. É comum que nesta fase haja uma (natural) ansiedade pela informação.

2.    A par. Este estágio é importante, pois sabemos o quanto não sabemos. Podemos até enumerar e listar os itens do que queremos conhecer, pois agora estamos a par (cientes) do universo de informações existentes sobre um determinado assunto. Despertamos intimamente o tamanho dos nossos objetivos: aquilo que podemos aprender. ( Neste tópico lembrei-me das dicas do Professor Márcio Candido), porém há ainda outros tópicos tão importantes quanto este.

3.    Confusão. Neste momento já sabemos o que podemos aprender. No entanto, como (normalmente) temos uma quantidade enorme de assuntos para desvendar, iniciamos o estágio da confusão. O que aprender primeiro? Como definir o que é mais importante? Para que lado seguir? Devo ser um especialista ou um generalista? Tenho pouco tempo, devo me dedicar a que assunto? É neste estágio que geralmente inicia-se a fase da auto-sabotagem. Diante deste turbilhão de perguntas, causado pela confusão, a fase de auto-sabotagem é uma tendência inevitável seguida das seguintes frases: “Isso não é pra mim”; “Não vai dar certo”;“Está muito difícil aprender”; etc.  

4.    Conhecimento. Sem enveredar pelo campo (e definição) da filosofia, podemos definir o conhecimento como a relação que é estabelecida entre o sujeito que conhece ou deseja conhecer e o objeto a ser conhecido ou que se dá a conhecer. Uma definição interessante que encontrei no Wiki sobre conhecimento diz que: “O conhecimento distingue-se da mera informação porque está associado a uma intencionalidade”. É neste estágio que estão presentes a apreensão de qualquer“coisa” por meio do pensamento; e a capacidade de tornar presente ao pensamento “aquilo” que se apreendeu.


5.    Sabedoria. Neste último estágio vamos recorrer sim a definição associada a filosofia. Segundo os gregos sabedoria (sophia) define o saber como conhecimento simultaneamente teórico e prático. E neste nível de conhecimento (as vezes inconsciente), quando detemos de sabedoria sobre algo, não sabemos mais o quanto sabemos. Ainda que o tempo passe, vamos ter o completo domínio sobre aquele assunto.



6.    A paciência e, sobretudo, a persistência devem estar sempre presentes no processo da aprendizagem. A definição destes estágios tem como objetivo enquadrar – no tempo e na quantidade de informações apreendidas – a angústia natural em não saber, o deslumbramento da descoberta, a desorientação perturbadora, o conhecimento adquirido e por fim o saber conquistado.


7.    A eficácia de um horário é importante elaborar um horário semanal para o estudo. Este deverá ser realista e ajustar-se às necessidades individuais. Sendo flexível e levando em conta os compromissos relativos o dia a dia.

8.    O horário deverá funcionar como um guia que levará o aluno a trabalhar com regularidade.

9.    Exercício de autodisciplina

10. O cumprimento de um horário favorece a aquisição de autodisciplina, sendo que esta é um trunfo fundamental para o sucesso nos estudos e na vida

11. O trabalho regular e planificado implica alguma dose de sacrifício, mas traz enormes recompensas: previne a fadiga, as confusões e a ansiedade de quem guarda o estudo para a última hora.

12. Portanto, preparar-se para as provas implica em estudar de forma organizada  e programada ao longo do tempo, esclarecendo dúvidas, recorrendo a fonte de ajuda e de informações variadas, realizando esquemas e revisões periódicas.

Para o período de Provas na verdade deve-se apenas fazer uma revisão final, pois com a concentração das provas em uma única semana, e tanta informação pode ocorrer aquele chamado Branco.
Quem estuda ao longo do tempo, pode ao final permitir-se apenas a fazer uma leitura cuidadosa dos sublinhados dos livros, resumos e caderno, realizados anteriormente, sendo que esta leitura será suficiente para reavivar os elementos principais.
O intervalo que decorre entre a revisão final e a prova deve ser o menor possível, de modo a minimizar as interferências, evitando o esquecimento


A preparação para os testes

É do senso comum, que a melhor forma de  se preparar, é estudar de forma organizada e programada ao longo do tempo, esclarecendo as dúvidas, recorrendo a fontes de ajuda e de informação variadas, realizando esquemas, fazendo revisões periódicas. 

Outro conselho útil pode ser rever a matéria antes de dormir, uma vez que durante o sono as interferências na memória serão menores.

Caso ocorra durante a tarde ou à noite, é aconselhável rever novamente a matéria no dia seguinte.

Factores essenciais a ter em conta na preparação para as provas:

·         Estudar com antecedência
·         Identificar os pontos importantes da matéria
·         Utilizar estratégias aprendidas (sublinhar, resumir, parafrasear,etc.)
·         Ler os resumos elaborados
·         Elaborar listas de perguntas sobre a matéria, incluindo exemplos práticos, fatos, datas, etc.
·         Anotar as dúvidas voltando a rever a matéria
·         Clarificar as dúvidas com o professor ou outros
·         Resolver testes ou exames antigos
·         Responder a questões sobre a matéria
·         Resolver problemas e efetuar exercícios de aplicação variados evoluindo no grau de dificuldade


Então mãos a obra, mentes abertas, vontade consciente e vamos enfrente, pois logo virão novos desafios e todos escolhemos esse caminho interminável de leitura e atualização constantes .

Leila S Ribeiro Uzum



BIBLIOGRAFIA


BARRETO, Luís de Lima, Aprender a Comentar um Texto Literário, Texto Editora, 7ª edição, Lisboa, 2000
CARITA, Ana, SILVA; Ana Cristina, MONTEIRO; Ana Filipa, DINIZ, Teresa Paula, Como Ensinar A Estudar, Editorial Presença, 2ª edição, Lisboa, 2001
DIAS, Maria Margarida; NUNES, Maria Manuel, Manual de Métodos de Estudo, Ed. Universitárias Lusófonas, 1ª edição, Lisboa, 1998
DIAS, Maria Margarida; CARRIÇO, Elizabete L., TERRINCA; Inácio H.; NUNES, Maria Manuel,Manual de Métodos de Estudo – “2ª fase” – Estudar para Aprender: Orientações Práticas, Ed. Universitárias Lusófonas, 1ª edição, Lisboa, 1998
LIEURY, Alain, A Memória – do Cérebro à Escola, Instituto Piaget, Lisboa, 1994
SILVA, Ana Lopes da, SÁ, Isabel de, Saber Estudar E Estudar Para Saber, Col. Ciências da Educação, Porto Editora, 2ª Edição, 1997


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