segunda-feira, 14 de março de 2011

PRATICAS PARA SE TORNAR UM ADVOGADO EFICAZ



O advogado eficaz administra seu tempo

Advogados eficazes sabem que o tempo é um dos recursos mais limitados de que dispõem. Provavelmente é mais fácil dispor de recursos como conhecimento jurídico, tecnologia e até mesmo dinheiro do que de tempo.

O advogado eficaz focaliza resultados, e não o trabalho

O profissional deve se fazer a seguinte pergunta: "Com o que eu posso contribuir para afetar significativamente o desempenho e os resultados da instituição a que sirvo?"
A maioria dos profissionais tende a se concentrar nas tarefas do dia a dia. Eles se ocupam mais com as ações cotidianas do que com o planejamento e a busca de resultados ou objetivos predeterminados e, por isso, tornam-se ineficientes.
Muitos advogados que participam de nossos treinamentos reclamam do fato de trabalhar muito e obter poucos ganhos e reconhecimento. A principal causa é justamente o foco nas tarefas, e não nos resultados. Eles se tornam "escravos" de seu próprio sistema de trabalho.
As principais atribuições do advogado devem estar relacionadas às estratégias do seu negócio e às causas que defende. Tarefas rotineiras, na medida do possível, devem ser terceirizadas ou entregues a colaboradores, pois são atividades que não exigem o grau de competência e conhecimentos que um advogado deve ter.
Ao focar seu trabalho no resultado, uma das prioridades do advogado deve ser o desenvolvimento das relações interpessoais com os agentes com os quais interage profissionalmente, especialmente os contatos com clientes, que são a alma do seu negócio.

O advogado eficaz utiliza a força

Levar em conta a força, e não a fraqueza das pessoas, deve ser uma prática do advogado eficaz. Em geral, as pessoas são dotadas de imperfeições, portanto utilize o que elas têm de melhor e minimize suas fraquezas.

Um exemplo interessante, citado no livro "O Gerente Eficaz", foi o comentário feito pelo presidente americano Abraham Lincoln sobre o general Ulysses Grant durante a guerra civil naquele país. Grant, que foi nomeado comandante-em-chefe do Exército da União, por ser o único general a conseguir vitórias significativas naquela altura da guerra, foi acusado de gostar de bebidas em excesso. Lincoln disse: "Se eu soubesse a marca que ele prefere, mandaria um barril ou mais dessa bebida para alguns dos outros generais."
Certamente Lincoln sabia dos perigos da bebida em excesso, mas consciente de que naquele momento Grant era o seu general mais eficaz, tomou a decisão acertada de apenas levar em conta a força do general - a capacidade que Grant tinha de obter vitórias -, e relevou suas fraquezas.

Sabemos que a perfeição humana nunca é conseguida em todas as áreas. Muitos profissionais podem ser competentes em uma área e ter fraquezas em outras. Por isso devemos minimizar as imperfeições de nossos sócios e colaboradores e trabalhar com as contribuições que eles podem dar à organização.

Advogados eficazes sabem que o tempo é um dos recursos       mais limitados de que dispõem.
Advogados eficazes orientam-se para as prioridades


Há um ditado que diz: "Urgente é aquilo que não se faz em tempo hábil e se deseja que alguém faça em tempo recorde." No dia a dia dos advogados é comum a existência de tarefas urgentes. "Preciso disso pra ontem!" é uma frase corriqueira nos escritórios. Assim, esquecem o que é importante e essencial para fazer apenas o que é "urgente".


Advogados eficazes fazem primeiro as coisas essenciais, uma de cada vez. Se sobrar tempo, fazem as outras coisas, sempre em ordem de importância.
Estabelecer prioridades deve ser a norma de todo advogado eficaz

Advogados eficazes sabem tomar decisões

Uma das mais importantes tarefas de um advogado é a tomada de decisões eficazes. Aceitar sócio, contratar colaboradores, fechar um contrato, decidir os rumos de um processo e investir no escritório são decisões que devem ser tomadas de maneira eficaz, levando-se em conta os objetivos estratégicos do negócio.
Para aprender a tomar decisões eficazes, o advogado deve desenvolver um modelo, que servirá de critério para todas as suas deliberações.
Conforme Peter Drucker, uma decisão é na verdade um julgamento, ou seja, é uma escolha entre alternativas. Drucker destaca que raramente a decisão é uma escolha muito clara entre o certo e o errado, mas normalmente é uma escolha entre o "quase certo" e o "provavelmente" errado.
Muitas decisões críticas precisam ser tomadas por um escritório, como a de aceitar ou não um desconto proposto pelo cliente de um determinado contrato. Antes da tomada da decisão as seguintes perguntas devem ser feitas: quais desdobramentos esse processo irá gerar? Qual o grau de dificuldade e qual o grau de exigência do cliente? Qual a lucratividade desse processo na melhor hipótese? E na pior?

Outro exemplo: um advogado colaborador que presta grande contribuição ao escritório pede demissão. Antes de aceitar o seu pedido, estas perguntas precisam ser feitas: seria interessante convidá-lo para ser sócio? Devo fazer uma contraproposta salarial para que ele permaneça? Devo buscar outro profissional no mercado com as mesmas qualificações? Qual a melhor decisão a ser tomada?

Descobrir onde estão e quais são as tarefas que impedem o crescimento profissional é a chave do sucesso

As práticas que distinguem advogados comuns dos advogados altamente eficazes. São formas de trabalhar que precisam se transformar em hábitos. A história e os estudos de gestão comprovam que os bons hábitos podem ser aprendidos, e os maus hábitos devem ser superados.

Peter Drucker prega que a eficácia deveria ser aprendida por todos os gerentes. Então  acredita-se que ela é também uma prática a ser desenvolvida pelos advogados que almejam o sucesso.

O grande desafio não é o entendimento dos conceitos apresentados, mas a disciplina e a determinação para transformá-los em hábitos na prática profissional do dia a dia.

Autor Ari Lima.

Nenhum comentário:

Postar um comentário